MOVIMENTO DO QAE/QSE NO PARLAMENTO - NA LUTA PELA APROVAÇÃO DO PL 2531/2021

 

MOVIMENTO DOS PROFISSIONAIS DO QUADRO DE APOIO E SECRETARIA ESCOLAR (QAE/QSE)

CARTA ABERTA À MARINA SILVA: EM DEFESA DO PISO NACIONAL E DA DIGNIDADE DOS PROFISSIONAIS NÃO DOCENTES DA EDUCAÇÃO

Manifesto por Valorização Salarial, Concursos Públicos e Fim da Precarização no Estado de São Paulo

12 de junho de 2026

 

À Excelentíssima Senhora

MARINA SILVA – MINISTRA DO MEIO AMBIENTE

Pré-candidata ao Senado Federal pelo Estado de São Paulo

Assunto: Pleito pela articulação do PL 2531/2021 e diagnóstico da precarização do QAE/QSE em


São Paulo

Prezada Marina Silva,

Dirigimo-nos à Vossa Excelência, cuja trajetória é indissociável da luta pela justiça social, pela ética no serviço público e pela defesa das populações invisibilizadas, para apresentar uma pauta urgente que tange o alicerce da educação pública brasileira. Esta missiva é subscrita por Alvaro Jeronymo, que é Fiscal de Posturas do Município de São Paulo, criador do Movimento QAE/QSE no Parlamento Paulista, cuja categoria hoje conta com mais de 25 mil servidores que atuam nas áreas administrativas e operacionais das escolas estaduais. Conta também com o apoio dos servidores fiscais de São Paulo e dos Fiscais de diversos Municípios da Capital Paulista, além de outras categorias, como GCM e Auxiliares Técnicos da Educação do Município de São Paulo. Como liderança ativa e voz dos profissionais do Quadro de Apoio Escolar (QAE) e do Quadro de Secretaria Escolar (QSE) no Parlamento, ele INTEGRA a mobilização de milhares de trabalhadores que garantem o funcionamento cotidiano das escolas, mas que permanecem à margem das políticas de valorização.

O motivo central deste contato é a necessidade de apoio político estratégico para o Projeto de Lei nº 2531/2021. Este projeto institui o Piso Salarial Nacional para os profissionais de apoio da educação básica, abrangendo técnicos e administrativos que, embora reconhecidos como profissionais da educação pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), não gozam de garantias remuneratórias mínimas. Atualmente, a proposta aguarda definição da Presidência do Senado Federal para ser pautada ou encaminhada às comissões pertinentes. Sua intervenção, dada sua estatura política e compromisso com a educação, é fundamental para que este projeto não sucumba à inércia legislativa.

No estado de São Paulo, o cenário é de absoluta calamidade. Representamos um contingente de aproximadamente mais de 25 mil servidores que vêm sendo sistematicamente sucateados por gestões passadas e que enfrentam, sob a atual administração de Tarcísio de Freitas, um aprofundamento da precarização. Estes profissionais, responsáveis pela gestão documental, financeira e pelo suporte operacional das unidades escolares, percebem vencimentos que, em muitos casos, não atingem o salário-mínimo paulista, carecendo de complementação, e o atual governo vem desconsiderando a complexidade e a responsabilidade das nossas funções.

A denúncia que trazemos a público envolve a deliberada ausência de concursos públicos para a categoria desde 2018. O vácuo deixado pela falta de provimento de cargos efetivos tem sido preenchido por contratos temporários precários, que negam ao trabalhador a estabilidade necessária para o desenvolvimento de um projeto pedagógico e administrativo de longo prazo. Essa política de "tapar buracos" compromete a memória institucional das escolas e a qualidade do atendimento à comunidade escolar.

Somado a isso, enfrentamos a perversidade da chamada "duzentena". Trata-se do período de 200 dias de espera obrigatória imposto aos profissionais temporários entre o encerramento de um contrato e o início de outro. Na prática, a duzentena condena o trabalhador ao desemprego forçado e à insegurança financeira absoluta por quase sete meses, gerando uma descontinuidade administrativa que prejudica diretamente os alunos e as famílias paulistas. O fim imediato dessa regra é uma questão de dignidade humana e eficiência pública.

Marina, sua voz sempre se levantou contra as desigualdades estruturais. Os profissionais não docentes são o "coração invisível" da escola. Sem o secretário, o agente de serviços e o técnico, a escola não abre, o aluno não é matriculado e o recurso não chega. Não é possível falar em educação de qualidade sem olhar para quem cuida da estrutura que permite o ensino.

Diante do exposto, convidamos Vossa Excelência para uma reunião virtual, via Google Meet, em data e horário de sua conveniência, para dialogar diretamente com os servidores por meio de intermédio e mediação deste que subscreve, com o objetivo de alinhar propostas e ouvir de Vossa Excelência como seu futuro mandato no Senado poderá ser um baluarte na defesa do piso nacional e na reversão do desmonte do serviço público em São Paulo.

Certos de sua atenção e sensibilidade social, aguardamos um breve retorno para a construção desta agenda necessária.

Respeitosamente,

 

  

ALVARO JERONYMO

Pré-Candidato a Deputado Estadual - PV

Integrante do Movimento QAE/QSE no Parlamento

São Paulo, 12 de junho de 2026

 

Nota: Este documento representa o anseio de mais de 25 mil famílias de servidores do Quadro de Apoio e Secretaria Escolar do Estado de São Paulo que buscam o reconhecimento legal de sua importância para a Educação Básica.

Documento assinado, original, do acima postado, segue abaixo, junto com fotos da entrega:









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